Muitos soldados
Me procuravam dentro do
Meu prédio
E era preciso
Voar pelas escadas
Pra não deixar que eles
Chegassem perto"
(Kid Abelha)
Essas palavras suscitam uma sensação quase palpável de sonhos que de fato tive
Imaterialidade, ausência de peso, a gravidade nem detalhe é. O mesmo me acontece quando leio Douglas Adams on the art of flying
Dessas bizarrices sensoriais, minhas preferidas são quando, entre sono e vigília, o corpo é ilimitadamente expansível. Meus pés parecem galgar quilômetros de distância da minha cabeça. Essa, ora está enorme, do tamanho do universo (olhos quase escapando de órbita), ora encolhe, e não enxergo minhas próprias saboneteiras. Sinto que vou destruir minha cama como uma Alice que comeu algo só por que dizia "eat me". Logo após, encolho de tal maneira que temo não me encontrar nos lençóis. Meus braços aumentam de um tanto que podem ir e até a patagônia, aí sem aviso voltam num átimo, com força elástica tão colossal que se rebatem inteiramente para dentro do meu corpo.
E aquela sensação de cair... cair infinitamente... Desde criança, e para pânico da senhora minha genitora, quis pular de pára-quedas por conta dessa.
Imagino se a realidade se equipara ao sonho
(hah. me dou conta que essa última frase, lida assim só, encerra a raiz de muitos tormentos meus)
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