Minha fragilidade e pequenez se provaram (e continuam a me assombrar) através da dificuldade que estou tendo em lidar com uma ruptura profundamente dolorosa, que não pode ser racionalizada ou guardada numa caixa. Arrasto uma âncora, uma esperança desiludida e delírios involuntários de que estarei com ele um dia novamente. Me dilacero entre culpa e dor, num ciclo vicioso de rememoração do que fiz e não devia, do que devia e não fiz, do que podia ter sido. Obcecada em alguns momentos, minha mente não descansa, se exaure. Me corrói o pensamento de que lhe fiz algum mal, minha vontade é sumir para que ele nunca mais me ache e na mesma medida desejo intensamente procurá-lo novamente.
E esse sentimento que ainda pulsa gloriosamente dentro de mim? Esse farol na névoa. Mas tudo o que pareço conseguir fazer é me afastar, me afastar... diminuir, diminuir. Até sumir. Será um dia o calor dissipado por essa distância impiedosa?
Isso dá pano pra manga. (e gola, capuz, saiote, fronha, enxoval...)
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