segunda-feira, 28 de julho de 2014

red flag

Este sábado foi...intenso. Frustração. Talvez não a causa. The trigger.

 De uma hora para outra, tudo o que eu tinha pensado e planejado pareceu virar fumaça. Eu estava (e estou) tão insatisfeita com a minha rotina, querendo tanto não estar em mim. Esse final de semana despontava como um pequeno bálsamo, um refugiozinho colorido. E as coisas foram complicando, dando errado. Como acontece tantas vezes na vida.

 Mas particularmente nesse sábado, algo transbordou. No meio da tarde, me peguei chorando de pura raiva, sem saber do quê. Sentei no meu banheiro, olhando ao redor, as lágrimas escorrendo. Tudo o que passava pela minha cabeça era destruição: quis arrancar a pia com as mãos e espatifá-la no chão, jogar longe tudo o que estava ao meu alcance, derrubar minha estante, atirar a cadeira varanda afora, rasgar minhas roupas, comprimir meu corpo tão forte contra a parede até eu não sentir mais nada. Lágrimas sem soluço, sem fungar. Simplesmente escorrendo pelo rosto, e uma pedra na minha garganta. Eu tremia. Toda vontade me fugiu. Eu caía.

 Coisas boas sobrevieram depois; a noite foi boa. No final do fim-de-semana, muitos obstáculos foram contornados.

Mas o que aconteceu me lembrou que algo está errado. Algo específico, não o geral "life sucks". Não quero estar onde estou, e acho que pelos motivos errados. Onde encontro coragem? Espero uma desculpa para ir embora. E se ela não vier? Continuo sendo desonesta comigo mesma...

O que fazer com essa sensação de que escolhi errado? de que na verdade não presto e não gosto do que me propus a fazer? Mudar é uma palavra tão pequena e tão colossal que tira meu fôlego.

O que me apavora é a sensação de que se eu estivesse em qualquer outro lugar, estaria me sentindo exatamente do mesmo jeito.

 Sombra.

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